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A introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação na escola: Um estudo
exploratório - O caso do ProInfo -MG, Belo Horizonte
Maria Inês de Matos
Coelho (Org), Fátima Silva Risério, Vanda Terezinha Medeiros de Barros, Maria de Freitas
Chagas, Dayse de Fátima Silva, Nelson Luiz Ribeiro da Silva, Renata Nunes Vasconcelos,
Santuza Abras, Maria Imaculada Campos, Aparecida Afonso (In memorian) -Professores da
Faculdade de Educação da UEMG
Rogéria Ribeiro Verçosa,
Deborah Saib da Silva, Luciana Contarini dos Santos - Bolsistas de Iniciação
Científica -CNPq, alunas da Faculdade de Educação da UEMG
Introdução
Este trabalho é apresentado por professores e alunos da Faculdade de
Educação do Campus de Belo Horizonte da UEMG que, desde março de 1998, por iniciativa e
recursos próprios, vêm estudando questões ligadas à inovação e à melhoria da
qualidade de ensino (fundamental, médio e superior), particularmente, enfocando a
introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação. Constituem o Grupo
de Estudos e Pesquisas de Tecnologias Interativas de Aprendizagem (TEIA-GEPE) criado em 1998 e que, desde
1999, conta com apoio do CNPq.
Um dos projetos desenvolvidos focaliza contextos e processos pelos
quais está ocorrendo a introdução de novas tecnologias, particularmente, a
informática, em escolas fundamentais e médias. A preocupação central é construir um
corpo teórico a partir de estudos de casos e contribuir para avançar na construção do
campo de pesquisa, identificando problemas e formulando hipóteses que, por sua vez sejam
geradores de conhecimento e, portanto de novas interrogações.
No primeiro momento da pesquisa, esclarecemos, pela análise documental
e por entrevistas com os responsáveis pelo Programa de Informática na Educação
(ProInfo), os fundamentos teóricos e metodológicos desse programa bem como os estágios
de sua implementação na Rede Pública de Ensino especialmente em Minas Gerais e em Belo
Horizonte. A pesquisa, em seu segundo momento, abrange estudo de caso combinando-se
depoímentos pessoais de profissionais e observações em quatro estabelecimentos de
ensino localizados em Belo Horizonte, incluídos no ProInfo e cujos dirigentes concordaram
em participar na pesquisa. Neste trabalho, analisamos os processos vivenciados para
introdução de novas tecnologias no ensino e aprendizagem em relação com fatores de
organização escolar, especialmente os do currículo, e fatores de prática pedagógica
tais como capacitação dos professores, percepções e resistências de alunos e docentes
e condições de trabalho bem como os possíveis resultados. Desenvolve-se também uma
crítica construtiva com recomendações práticas.
Iniciativas governamentais em
Informática na Educação
No Brasil, a informática na educação tem investigações
precursoras na UFRJ em 1966, na UFRGS em 1973 e na UNICAMP em 1975. Inicialmente, o
computador não era utilizado como tecnologia de ensino, mas como "objeto de estudo e
pesquisa". As primeiras aplicações da informática como tecnologia educacional se
deram em avaliação de aprendizagem, focalizando dimensões cognitivas e afetivas nos
processos interativos, com computadores de grande porte, e como recurso em simulação.
O estágio atual o do ProInfo, iniciativa do Ministério da Educação,
por meio da SEED ( http://www.mec.gov.br/seed/default.shtm
) Secretaria de Educação a Distância, iniciado em 1997, relaciona-se mais
diretamente às investigações realizadas pelo Projeto EDUCOM, de implantação, em 1984,
de centros-piloto nas Universidades Federais do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas
Gerais, Rio de Janeiro e na Universidade Estadual de Campinas, cujos projetos foram
selecionados entre 26 propostas. Com a ausência de financiamento, o EDUCOM somente foi
implementado a partir de 1987. Um outra iniciativa foi o Programa de Ação Imediata em
Informática na Educação de 1o e 2 o Graus, criado em
1986, gerido pelo MEC (Comitê-Assessor de Informática na Educação- CAIE- e, depois
Secretaria de Informática em 1987), pelo qual foram implantados dezessete CIEDs (Centros
de Informática na Educação vinculados às Secretarias de Estado da Educação) como
"centros irradiadores e multiplicadores" da tecnologia da informática para as
escolas públicas.
As iniciativas governamentais de introdução da informática na
educação brasileira até 1989 e que culminam no ProInfo, além de sofrerem perda de
continuidade, tiveram um caráter intervencionista e estratégico, ligado aos interesses
militares. Projetos de capacitação tecnológica no setor da microeletrônica e da
informática (entre outras novas tecnologias) foram implantadas pelo Estado brasileiro,
norteados pelo Projeto "Brasil Grande Potência". O argumento era de que as
novas tecnologias se constituíram num dos pilares onde se assentava o novo ciclo de
acumulação do capital e do poder mundial, a partir da II Guerra Mundial. No período
1977-1991, o processo da política de informática foi contraditório, marcado por
conflitos entre o Brasil e os EUA, quando o País estabeleceu reserva de mercado para a
faixa de microcomputadores. A política nacionalista de informática então adotada (entre
outras áreas estratégicas como energia e telecomunicações) contrastava com a política
internacionalista naquele período. Como afirma MORAES (1993):
"tal contradição expressou-se no campo da informática na
educação com o prisma tecnicista manifestado na influência da Agência Norte-Americana
para Educação - USAID sobre o Ministério da Educação, que não aceitou o tutelamento
neste setor. [...] A informática na educação tornou-se, então, assunto estratégico,
com comissões diretamente subordinadas ao Conselho de Segurança Nacional (CSN). A
orientação do CSN estava voltada ao atendimento dos objetivos e interesses dos militares
e capitalistas nacionalistas que não coincidiam com os objetivos norte-americanos para
nosso País nesse setor, pois esperavam que o Brasil fosse simplesmente um usuário e não
um produtor de Ciência e Tecnologia (C&T), de informática, como estava
pretendendo."
No entanto, até 1989 "ainda existia uma subordinação ao padrão
tecnológico internacional - também valorizado pelos setores considerados nacionais - o
que levou a um processo político tecnicista, elitista e excludente, que priorizava a
técnica e a acumulação do capital em detrimento da igualdade no atendimento das
necessidades e direitos sociais, tais como o trabalho, saúde e educação".
Considerando as ações do Estado, no período de 1989 a 1995,
MORAES(1999), pela análise do conjunto dos atores - e dos bastidores nacionais e
internacionais - da política brasileira de informática na educação, conclui que
"a gestão desse processo tem se caracterizado como elitista/excludente,
tecnocrático e paralelo". A comunidade científica, ao contrário do que ocorreu com
a política de informática até o início dos anos noventa, esteve minimamente
representada no comitê decisório. Além disso, caracterizou-se pela ausência de
diálogo e debate com os demais segmentos da comunidade educacional. Essa tendência
centralizadora, típica da racionalidade tecno-burocrática, bem como o paralelismo
tecnocrático, numa ótica geral, deve-se às características históricas que deram
origem às novas tecnologias, as quais expressam um modo de organização material e
cultural da existência humana - capitalismo - tendencialmente concentrador e
centralizador de riqueza, poder e conhecimento. No Brasil, essa política tecnocrática
tem fundamento no caráter restritivo da dinâmica política brasileira, que tem,
historicamente, alijado do processo de definição e avaliação de políticas públicas,
amplas camadas da população e propicia base de sustentação política apenas aos atores
que, direta ou indiretamente, se beneficiam dos bens que a informática proporciona,
afastando do processo decisório os que dela não são proprietários, material e/ou
culturalmente. Além da restrição da participação , há nos anos 90, a mudança de
eixo de discurso centrado em democracia para competitividade, em termos de Estado mínimo
e de mercado global que se articula a uma política definida por uma vanguarda e não pela
discussão mais ampla e crítica.
O ProInfo: Objetivos e estratégias.
O ProInfo é um programa educacional que visa à introdução das Novas
Tecnologias de Informação e Comunicação na escola pública como ferramenta de apoio ao
processo ensino-aprendizagem. É uma iniciativa do Ministério da Educação, por meio da
Secretaria de Educação a Distância SEED criado pela Portaria nº 522, de
09 de abril de 1997, sendo desenvolvido em parceria com os governos estaduais e alguns
municipais. ( http://www.mec.gov.br/seed/default.shtm
) Os objetivos são: "melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem,
possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante
incorporação adequada das novas tecnologias de informação pelas escolas, propiciar uma
educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico, educar para uma
cidadania global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida". (http://www.proinfo.gov.br )
O Programa pretendia iniciar o processo de universalização do uso das
tecnologias de ponta (introdução da tecnologia de informática e telecomunicações na
rede pública de ensino fundamental e médio), em regime de parceria entre MEC (
Secretaria de Ensino a Distância- SEED) e os governos estaduais ( Secretarias Estaduais
de Educação e Conselho Nacional de Secretários de Educação- CONSED) e governos
municipais (Secretarias Municipais de Educação e União Nacional de Dirigentes
Municipais de Educação - UNDIME).
Em sua primeira etapa, biênio 1997/98, estava prevista a aquisição
de 100 000 microcomputadores para serem distribuidos nas vinte e sete unidades da
federação. Os equipamentos seriam distribuídos aos estados em quotas proporcionais ao
número de alunos da rede pública (estadual e municipal) e de escolas com mais de 150
alunos. Deveriam ser beneficiadas cerca de 6 mil escolas, que correspondem a 13,4% do
universo de 44,8 mil escolas públicas brasileiras de 1o e 2 o
Graus. Na sua primeira etapa, previa-se o investimento de cerca de R$ 220 milhões no
treinamento e capacitação de professores e técnicos de suporte à informática na
educação. Esse investimento em capacitação representa 46 % do total de R$ 480 milhões
a ser investido no Programa. Antes de enviar computadores para as escolas, o Programa
financiou a instalação de Núcleos de Tecnologia Educacional- NTE, adequadamente
distribuidos por todas as unidades da federação. Para essa primeira etapa, foram
previstos cerca de 200 NTEs que deveriam garantir o processo de capacitação, reciclagem
e apoio permanente aos professores da rede pública. Adicionalmente, o Programa previa o
custeio de, no mínimo, um técnico em informática por escola para dar suporte às
atividades dos professores.
Restrições orçamentárias obrigaram o Ministério de Educação a
adiar o projeto de distribuição de 100 mil microcomputadores até 1998 (SÁ, 1999). O
projeto adiado, dividiu-se em duas fases. Na primeira, até agosto de 1998, receberam
computadores 2.085 escolas. O custo total foi de R$110 milhões para compra de
equipamentos e treinamento de professores. Na segunda fase a distribuição de
computadores para as escolas continuou e começou o treinamento de técnicos e assistentes
de informática. (Ibid) De acordo com a Rede MEC (1999) 30.253 microcomputadores foram
instalados em 2.276 escolas estaduais e municipais e em 223 NTEs dos quais 30% estão
conectados à Internet.
Os NTEs - Núcleos de Tecnologia Educacional têm como missão garantir
o processo de capacitação, reciclagem e apoio permanente ao ensino. O ProInfo tem na
preparação de recursos humanos - os professores - sua principal condição de sucesso.
Os professores são capacitados em dois níveis: multiplicadores e de escolas. O
professor-multiplicador é um especialista em capacitação de professores (de escolas)
para o uso da telemática em sala de aula: adota-se no Programa, portanto, o princípio professor
capacitando professor. Os multiplicadores capacitam os professores das escolas
nas bases tecnológicas do ProInfo nos estados - os Núcleos de Tecnologia Educacional
(NTE) - que são estruturas descentralizadas de apoio ao processo de informatização das
escolas, auxiliando tanto no processo de planejamento e incorporação das novas
tecnologias, quanto no suporte técnico e capacitação dos professores e das equipes
administrativas das escolas.
O Programa promoveu a formação, com Curso de Pós-Graduação Lato
Sensu em Informática na Educação, de 1.000 multiplicadores que seriam alocados aos
NTEs. Esses multiplicadores foram selecionados dentre os professores da rede pública
graduados em Licenciatura Plena. O Programa promoveu também a capacitação, nos NTEs por
estes multiplicadores, de 25 mil professores, também chamados de facilitadores, das
escolas que aderiram ao Programa. Os professores das escolas são indicados pela direção
destas.
Quanto ao processo de adesão de escolas ao ProInfo, em cada estado,
este deu-se em algumas etapas. A primeira etapa foi de elaboração e aprovação dos
projetos estaduais de Informática na Educação: Coube aqui, aos Estados elaborarem seus
projetos. Cada Secretaria de Educação teve que criar uma equipe de trabalho para
planejá-lo, incluindo a visão do estado no que se refere à informática na educação.
Deveria também descrever o estágio de informatização das escolas, estabelecer
objetivos e metas e desenvolver o plano de implantação, envolvendo estratégias,
recursos, participação do estado no financiamento do projeto, prazos, equipamentos,
treinamento, acompanhamento e avaliação. Após estes passos, o projeto deveria ser
aprovado pelo Governo do Estado e em seguida, encaminhado ao MEC para que fossem
analisados e aprovados. A segunda etapa foi de planejamento tecnológico das escolas.
Coube também ao Estado estabelecer as condições onde as escolas pudessem ser
informatizadas, de acordo com orientações do projeto estadual. A escola teve que
elaborar seu planejamento tecnológico (com previsão de duração para cinco anos)
estabelecendo os objetivos pedagógicos, o orçamento, as opções tecnológicas
escolhidas conforme as orientações do projeto de seu estado, o plano de treinamento e o
cronograma de implantação. Seguiu-se a terceira etapa, a de aprovação dos planos das
escolas. Logo depois a divulgação pelo Estado das condições de adesão das escolas,
cada uma remeteu plano individual para análise e conseqüente aprovação. Para isto,
cada estado possui sua comissão julgadora (Comissão Estadual de Informática na
Educação) a qual cabe tal tarefa. Em última etapa ocorreu a homologação pelo MEC dos
planos individuais das escolas. Os sistemas de informática na educação somente foram
instalados em escolas que tiveram seus projetos aprovados pela comissão de seu estado e
que comprovaram condições de infra-estrutura física para utilizá-los.
Desde a entrada em funcionamento do Proinfo,em 1997, foram criados 223
NTE beneficiando 2.484 escolas públicas brasileiras de primeiro e segundo graus. Em
número de escolas beneficiadas, o Programa ficou aquém de sua proposta original, uma vez
que se pretendia, para o biênio 97-98, atingir 6 mil escolas, que deveriam corresponder a
cerca de 13,4% do universo de 44,8 mil escolas públicas brasileiras com mais de 150
alunos. Tal fato sugere a urgência de se acelerar o andamento do Programa, procurando
beneficiar o maior número possível de escolas.
Concluímos que há necessidade de maior articulação institucional
entre os diferentes programas devotados à introdução das tecnologias de informação e
comunicação no sistema educacional brasileiro, em seus diferentes níveis. Nos três
níveis do ensino formal, são raras as escolas públicas e poucas as particulares que se
utilizam da informática em suas disciplinas. O professor universitário até o que
usa as redes para suas pesquisas pouco utiliza as tecnologias de informação e da
comunicação como meio de aumentar a eficácia do processo de ensino-aprendizagem. Os
currículos escolares, por outro lado, de modo geral não incluem formação sobre o uso e
a importância da informação que incentive a discussão sobre os principais aspectos e
problemas de uma sociedade da informação. (BRASIL, MCT, 2000, p.53 )
Um novo programa para informatizar escolas do ensino médio foi
lançado em 19/02/2001 visando equipar as 13,2 mil escolas do ensino médio de todo país
com microcomputadores. Com recursos do Fundo criado com a privatização do setor de
telecomunicações, o Governo deve gastar cerca de R$1 bilhão para ligar as escolas de
ensino médio à Internet. (Folha Online, 16/02/2001)
O ProInfo em Minas Gerais
No Estado de Minas Gerais, o ProInfo teve início com a criação da
Comissão Estadual de Informática na Educação e de uma Comissão Executiva composta por
representantes da Secretaria de Estado da Educação que é responsável pela
viabilização das ações políticas previstas pela Comissão Estadual. Esta tem caráter
consultivo e deliberativo e conta com representantes da: Secretaria de Estado da
Educação (Secretaria de Estado da Educação-MG), Delegacia Regional do Ministério da
Educação e Desporto (DEMEC), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(UNDIME), Companhia de Processamento de Dados de Minas Gerais (PRODEMGE) e Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG). Para a viabilização do Programa em Minas foram criados
20 Núcleos de Tecnologia Educacional dos quais 10 foram instalados, em 1998, nas
Superintendências Regionais de Ensino, coincidentes com as sedes de Regiões
Administrativas do Estado, e os outros 10 foram instalados em 2000. Esses núcleos
desempenhariam um papel de vital importância no processo de implantação e
implementação do Programa. Os servidores que neles atuam (funcionários das
Superintendências Regionais e professores da rede pública e um técnico em Informática)
têm como principais funções a capacitação dos professores facilitadores, a oferta de
suporte técnico e o apoio pedagógico às escolas públicas participantes do Programa,
além de serem interlocutores entre as escolas, a Secretaria, as Superintendências no
monitoramento e avaliação do ProInfo.
O Programa Estadual de Informática na Educação tem uma duração
prevista de 05 anos a partir de 1998, e pretende atingir, até o final do período, em
toda Minas Gerais: 1039 escolas, 2080 professores facilitadores capacitados diretamente
pelos NTE e 21000 professores das escolas capacitados pelos facilitadores. Em visita
realizada a um dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEMG-1) em 16/09/99, o grupo
TEIA-GEPE foi informado que a primeira fase do Programa já estava concluída, pois 230
escolas já estavam funcionando com os laboratórios de informática, o que representava
25% da previsão do Programa. Tinha-se a meta de incorporar mais 35% da quantidade de
escolas previstas pelo Programa, até outubro e novembro de 2000.
Quanto à capacitação dos recursos humanos, dois (2) professores
facilitadores de cada escola foram capacitados nos núcleos, em cursos de 112 horas (4
módulos de 28 horas cada). Os multiplicadores (professores e técnicos da
Superintendência de Ensino que atuam nos Núcleos) foram capacitados em Curso de
Especialização "Lato-sensu" em Informática na Educação ministrado pela
UFMG, com duração de 360 horas. Cerca de 60% destes profissionais ainda não haviam tido
contato com a informática e participaram de treinamento que não era instrumental mas de
aprendizagem por projeto, relacionando atividades de várias disciplinas no
desenvolvimento de um tema.
Em setembro de 1999, havia 120 multiplicadores formados para atuar em
20 núcleos. O propósito era de atingir 2.080 professores facilitadores capacitados
diretamente pelos NTEs e 21.000 professores das escolas capacitados pelos facilitadores.
Conforme informações pelo site do ProInfo (http://members.tripod.com/nteminas0) acessado
em 9/01/2001, há 20 NTEs e 249 escolas no programa em Minas Gerais. Foram distribuidos
equipamentos para NTEs e coordenações (620) e para escolas (2 566). Há 116 professores
multiplicadores e 2 057 professores facilitadores nas escolas.
O MEC previa ainda a formação de técnicos de suporte para cada grupo
de escolas, sendo estes profissionais efetivos da rede pública com pouco tempo de
serviço público. Em setembro de 1999, havia 16 pessoas fazendo o curso pela Microsoft
mas estava prevista a formação de 40 técnicos. O trabalho nas escolas referentes à
primeira fase do Programa teve início efetivo em agosto de1999 pois em julho os
equipamentos foram instalados e a capacitação foi encerrada.
A pedagogia do ProInfo e o trabalho em
escolas com a introdução de informática: Um estudo exploratório
Esta pesquisa foi realizada durante o período de 1999-2000, tendo sido
considerados quatro estabelecimentos de ensino vinculados ao Núcleo de Tecnologia
Educacional 1 (Belo Horizonte) do ProInfo-MG: Colégio Municipal IMACO, Colégio Municipal
Marconi, Escola Municipal Governador Carlos Lacerda, Escola Municipal Mestre Ataíde.
Estes estabelecimentos foram visitados por membros da equipe de pesquisa que realizaram
observações e entrevistas. O nosso objetivo principal é analisar contextos,
processos, fatores e resultados da introdução de novas tecnologias de informação e de
comunicação no processo ensino e aprendizagem, em Escolas de nível Fundamental e
Médio. A análise dos casos foi realizada considerando as categorias: organização do
trabalho pedagógico na escola, a capacitação dos professores, percepções,
resistências do professor, prática pedagógica (orientação, avaliação). Os relatos e
depoímentos são referenciados ao professor facilitador ou multiplicador sem indicar o
sexo do sujeito não havendo explicitação do estabelecimento de ensino a que se vincula.
A organização do trabalho pedagógico
na escola
Em todos os estabelecimentos observados, a introdução da informática
se deu com a implantação de um laboratório com especificações similares de hardware,
de software e de normas de funcionamento, conforme as diretrizes do ProInfo, explicitadas
em Guia (SEE-MG, 1998). O MEC forneceu os seguintes equipamentos, periféricos e
suprimentos de informática a cada escola: Microcomputador Servidor de Rede Local (1),
Microcomputador-Estação de Trabalho Multimídia CD-ROM (5), Microcomputador Estação de
Trabalho Multimídia sem CD-ROM (5), Impressora Laser (1), Impressora Jato de Tinta (1),
Scanner de mesa (1), Concentrador para rede local 12 portas ( HUB (1),
Estabilizadores de tensão (12), Unidade de disco removível de 100 Mbytes(1), Caixa de
disquetes (11), Unidade Supressora de surto (3), Kit de segurança para equipamento de
informática (14), Kit de impressão -toner (4), Kit de cartuchos de tinta (8), Disco
removível padrão Zip (15). A topologia em rede, prevista em manual, é padrão em cada
sala de informática observada.
Os demais bens (mesas para micro, mesa para impressoras, mesa para
scanner, ar condicionado, cadeiras etc.), bem como a contratação de serviços relativos
a parte de instalação elétrica e da rede lógica de computadores ficou a cargo das
escolas. aquisição destes bens e a contratação destes serviços foi executada de forma
descentralizada por escola utilizando-se de recursos próprios ou oriundos da comunidade
por ela atendida., Para isso, a escola através de sua caixa escolar estabeleceu as
condições para a aquisição destes bens e serviços necessários a adequação da sala
de informática observando-se as especificações técnicas do guia. Para as escolas
municipais os recursos de adequação foram de responsabilidade do Município que também
atendeu às especificações técnicas do manual.

Fig.1 Topologia da rede especificada para a sala de informática do
ProInfo. (SEE-MG, 1997)
O MEC também forneceu softwares: O Office Professional (MICROSOFT), um
conjunto de softwares, representado pela planilha eletrônica Excel, processador de texto
Word, banco de dados Acess, software de apresentação PowerPoint, específico para
automação de escritórios. No entanto, os professores facilitadores indicam outros
softwares adquiridos. Conforme relato de um facilitador, "o
ProInfo só forneceu o LOGO (para a área de exatas), o Visual Class (mono-usuário) e o
Kid Pics que é um software mais infantil, portanto os softwares são em número limitado
demandando que os professores de informática programem algumas atividades a pedido dos
professores das diversas disciplinas e tudo é desenvolvido dentro do pacote do Office.
Por exemplo o trabalho com gráficos em Geografia". (sic)
Outro aspecto da organização do trabalho pedagógico com a
informática é o da inserção no currículo, considerando o horário escolar
(distribuição dos conteúdos no tempo escolar). O trabalho com a informática vem se
dando nos conteúdos curriculares (disciplinas) cujos professores se interessam por
fazê-lo, como mostra o depoímento: "...nem todos os professores estão vinculados
aos projetos desenvolvidos com o uso da informática (apenas os Professores de Português,
Ciências, Geografia e História)". Um outro relato esclarece: "As aulas são
dadas para metade da turma. Ex.: se a aula é de Português, metade da turma permanece na
sala com a professora, e a outra metade vai para o laboratório. Essas aulas são
ministradas a cada meia turma de 15 em 15 dias, com a duração de 80 minutos. Os alunos
não têm acesso aos computadores fora do horário estipulado para a aula, pelo fato da
escola não possuir equipe capacitada e com disponibilidade para atendê-los nesse tempo.
Os alunos trabalham sempre em duplas. Mas no início das aulas, mesmo trabalhando em
duplas, estes sempre queriam fazer sozinhos as atividades. Mas agora já entenderam o
sentido das aulas. Há uma maior interação entre eles". Em outra escola, o relato
é de que são atendidos por vez de 30 a 35 alunos, ficando, portanto, de 3 a 4 alunos por
computador.
Os professores facilitadores (2) preparados pelos multiplicadores dos
NTEs, atuam diretamente com os alunos nas escolas observadas. Em uma delas há três
professores com algumas horas dedicadas ao trabalho no laboratório. A concepção de
informática na educação está vinculada ao projeto pedagógico da escola. Um dos
facilitadores entrevistados esclareceu que o ProInfo prevê num primeiro momento, que
atuem junto aos professores da escola para que os mesmos possam ter conhecimento do
equipamento e dos programas, para posteriormente utilizá-los em suas aulas. Num segundo
momento, prevê a utilização das atividades pedagogicamente. Portanto o foco do trabalho
é a informática em educação e não aulas de informática, embora ao trabalhar as
atividades, também se instrumentaliza alunos e professores paralelamente pois é
impossível manejar a máquina sem conhecer seu funcionamento. Nas palavras do
entrevistado, os facilitadores "estão lá para formar os professores, ajudar a
conceber as atividades, dar suporte e ajudar os professores nos rudimentos da
informática".
Uma estratégia envolvendo alunos é aplicada por uma das escolas. Por
serem tão poucas as horas que o facilitador poderia dedicar ao laboratório, adotou-se a
convocação de três estagiários de informática, que seriam alunos de dentro da escola,
um para cada turno, dando suporte ao trabalho que se desenvolvia. Assim, quando um aluno
qualquer da instituição, estivesse disposto a utilizar o laboratório de informática, o
laboratório estaria não só a disposição como teria pessoas preparadas para auxiliar
estes alunos. Estes monitores convocados pela Escola, têm o compromisso de dedicarem
quatro horas por dia ao laboratório e além dos cursos gratuitos e vários treinamentos
do ProInfo que recebem, também ganham uma ajuda de custo e de transporte e têm liberdade
total de atuação nos computadores do laboratório. Em outro estabelecimento de ensino
obtivemos o relato de que um facilitador orienta um grupo de dez alunos já com algum
domínio em informática e os prepara para que venham futuramente a atuar ajudando a
formar professores da escola e a criar atividades para serem utilizadas nas aulas.
Devemos refletir sobre a necessidade de envolver os professores neste
trabalho, estimulando-os a se aproximarem do computador, da Internet e dos recursos
multimídia; oferecendo ajuda -apoio-companheirismo de quem aprende junto e toda a hora,
sem medo de errar e sem pressa de tudo saber...Não basta ter equipamentos na escola: é
preciso que professores se interessem em usá-los e que tenham oportunidades para se
preparar para isto.
A capacitação dos professores,
percepções, resistências do professor
Um dos itens fundamentais na proposta do ProInfo está na capacitação
dos professores, o que está relacionado às percepções e resistências que os mesmos
podem apresentar em relação à informática na educação. Adota-se no ProInfo o
princípio professor capacitando professor. Os multiplicadores, com curso de
pós-graduação lato-sensu capacitaram professores das escolas para nelas atuarem como
facilitadores.
A forma dos facilitadores atuarem nas escolas em relação aos
professores varia de escola para escola. No entanto, é comum a todas o fator que podemos
denominar de espontaneísmo dos professores. Ou seja, os facilitadores trabalham com os
professores que se interessam. Por exemplo, dois facilitadores consideram que já fizeram
parte da multiplicação na escola, uma vez que ajudaram alguns poucos professores
interessados na criação de alguns projetos. Em outro relato, o facilitador nos informou
que nem todos os professores estão vinculados aos projetos desenvolvidos com o uso da
informática, apenas os Professores de Português, Ciências, Geografia e História estão
envolvidos. Esclareceu que tem convidado os demais através de reuniões, encontros, etc.
Diz ainda que a Amostra de Trabalhos dos alunos, que seria realizada na escola,
seria uma forma de "atrair" estes professores para o Projeto, pois os trabalhos
desenvolvidos na sala de informática serão expostos nesta Amostra. (sic)
Em outra escola, o depoímento é de que há horário disponível no
laboratório para todos os professores para fazerem qualquer tipo de trabalho, seja ele
pessoal ou pedagógico, mas são poucos os que se interessam: "Há uma enorme
resistência por parte destes...Somente quatro professores se dedicaram a utilizar os
computadores em suas atividades".
Mas será que somente deixar a sala disponível para estes professores
é o suficiente para atraí-los? É preciso que a escola tenha um compromisso sério em
capacitar estes professores através da multiplicação, com "um projeto"
pré-estabelecido. Pois de nada adiantará disponibilizar a sala, sem que se tenha
realmente um determinado tipo de trabalho com objetivos adequados em vista.
Em uma das escolas observadas, o relato salienta quanto à percepção
sobre essa nova prática por alunos e professores, que o aluno se sente desafiado e
participa dos projetos desenvolvidos. Por outro lado, apenas alguns professores participam
e isso é atribuído ao "medo da máquina" que alguns possuem. Há ainda
professores que já tem o computador em casa, porém apresentam resistência quanto a
utilização deste na Educação, por desconhecer suas possibilidades e comparar o seu uso
como o retorno ao tecnicismo. Estes utilizam o computador apenas para digitação de
provas, textos, etc.
Um problema comum que os facilitadores encontram é o de "levar
certos professores para o laboratório"(sic), mas acreditam que devagar isso vai
mudar, pois o processo de sensibilização dos professores está lento, mas já está
acontecendo com mais freqüência. Quando se afirma que há uma "resistência"
destes professores, suscita-se uma questão. Já que alguns professores possuem
computadores em suas casas, mas não usam a informática na escola, pode-se supor que
estes não têm resistência ao uso desta nova tecnologia. Necessita-se, isso sim,
(para que os objetivos do ProInfo sejam atingidos) de um estímulo, de uma capacitação
séria e estimulante, um trabalho criativo que acabe por atrair estes professores.
Para enfrentar a dificuldade que ainda existe e que é definida como a resistência
da maioria dos professores da instituição em trabalharem com a informática e seus
equipamentos, uma das escolas pesquisadas adotou a estratégia de curso para professores e
alunos. A Caixa Escolar está bancando um curso para os alunos para através deles poder
atingir os professores ainda resistentes em utilizar as novas tecnologias. E, para os
professores, o colégio fez um contrato de aulas em períodos diferenciados como o
horário de almoço (das 12 às 13:00h) e o fim de turno da tarde (das 18 às 19:00h).
Trata-se de um curso de informática particular, aberto a qualquer professor da
instituição e também aberto à participação de pessoas da comunidade, desde que não
sejam alunos. Porém é uma oportunidade paga, mas bem barata. Por R$50,00 (Cinqüenta
Reais) a vista ou por R$60,00 (sessenta reais) dividido em duas parcelas, têm-se um curso
de qualidade, com todo o material incluso, que se trata de uma apostila, para o
aprendizado da utilização básica do computador. Aprende-se: Word, Excel, Power-Point e
Windows. O tempo do curso é aproximadamente de dois a três meses, variando do maior para
o menor número de aulas que são: três vezes por semana, uma hora por dia, às segundas,
quartas e sextas-feiras; ou duas vezes por semana, uma hora por dia, às terças e quintas
-feiras; ou ainda uma única vez na semana, aos sábados, durante duas horas seguidas,
eqüivalendo ao curso de duas vezes por semana. O curso é administrado por dois alunos da
instituição que trabalham em revezamento de horários. O curso é bem estruturado e
tem-se até mesmo diploma.
A questão que emerge é: a estratégia não estaria contrariando os
princípios do ProInfo - de professor capacitando professor? Seria realmente efetiva
esta alternativa envolvendo os alunos e professores em "aulas de informática"?
Não é esta a proposta do Proinfo se considerarmos as propostas oficiais (MEC,SEED,1996;
ANDRADE, 1996; MORAES, 1997). Nestes documentos de fundamentos do ProInfo e em muitos dos
artigos publicados acerca do tema há sobretudo um discurso sobre o ensino, um discurso
para o ensino. Remete-se ao dever-ser: aprendizagem ativa, colaborativa,
significativa com ênfase no processo de construção de conhecimento pelos aprendizes com
mudanças pela introdução de tecnologias de informação e de comunicação no processo
de ensino-aprendizagem.
Em "As mutações da educação e a economia do saber", LÉVY
(1999, p. 171) chega a definir o professor como "animador da inteligência
coletiva":
"[...] a principal função do professor não pode mais ser
uma difusão dos conhecimentos, que agora é feita de forma mais eficaz por outros meios.
Sua competência deve deslocar-se no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento.
O professor torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos que estão a
seu encargo. Sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das
aprendizagens: o incitamento à troca de saberes, a mediação relacional e simbólica, a
pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem,etc".
Este discurso costuma ser repetido, até por aqueles que não o
entendem e não o aplicam. Portanto, é preciso buscar compreender os modos como os
professores se apropriam das informações e das tecnologias de informação e de
comunicação bem como de que maneira incorporam tais tecnologias às práticas em
situações concretas de ensino. Essa compreensão é necessária no contexto de
desenvolvimento profissional continuado de docentes, seja ou não a distância.
Prática pedagógica (orientação,
avaliação)
Em visita realizada a um dos Núcleos de Tecnologia Educacional
(NTEMG-1), em 16/09/99, foi esclarecida a pedagogia aplicada: "espera-se sempre
aprender pelo projeto, relacionando várias atividades de várias disciplinas, sendo um
tema diferente apresentado a cada dupla". Quanto à atuação dos facilitadores nas
escolas poder-se-ia dividí-la em dois momentos: projeto com a sala onde atua; atuação
com os demais professores.
Como se desenvolve um projeto? O relato de um facilitador esclarece:
"A maior parte dos projetos são de criatividade dos alunos. O estímulo é dado de
acordo com o que estão estudando em determinada disciplina". Um exemplo foi dado com
um trabalho que alunos fizeram no Power Point sobre meio ambiente, pois estavam estudando
o assunto na disciplina de Ciências sendo que todo o esboço do trabalho foi elaborado
durante a aula de Ciências. Segundo especificação de um facilitador, o projeto
desenvolvido pelos alunos esquematiza-se da seguinte maneira:
- os alunos pesquisam sobre o assunto, fazem visitas à campo, selecionam material, etc.
- fazem, posteriormente,o planejamento em sala de aula, em grupos de 4 elementos;
- concluem o trabalho, fazendo uma apresentação no Power-Point na sala de informática;
- quinzenalmente, dois (2) alunos desse grupo comparecem à sala de informática para
trabalhar neste projeto, obedecendo ao esquema de metade dos alunos trabalhando na sala de
aula e a outra metade na sala de informática. Esta organização corresponde à
pretensão em dar continuidade ao projeto desenvolvido pelos grupos.
Em visita a uma escola, tivemos a oportunidade de observar metade de
uma turma de 5a série utilizando a sala de informática. Os alunos estavam
continuando um projeto interdisciplinar desenvolvido em Geografia, Ciências, Português:
Meio Ambiente. Pela observação, supomos que os alunos conhecem alguns dispositivos de
comando. A aprendizagem destes porém, se dá principalmente pela exploração, de forma
autônoma. Segundo o facilitador, logo no início do uso desta sala, foi preparada uma
apostila do Power Point com os principais comandos. Observamos, no entanto, que estes
alunos não tinham esta apostila em mãos e realmente exploravam livremente o computador.
Os alunos parecem motivados, atuam como pesquisadores em potencial, selecionam as
informações e planejam a disposição destas. Conseguem estabelecer vínculos com
diferentes áreas do conhecimento. No entanto, há pontos negativos: descontinuidade,
falta de planejamento para o trabalho em grupo, ou seja, ineficiência no trabalho
colaborativo. Observamos que uma dupla costuma desmanchar e desfazer o trabalho da outra,
sem contudo planejar conjuntamente esta ação. Isto mostra como é importante, em sala de
aula, enfatizar a importância do planejamento conjunto para o trabalho colaborativo.
Segundo um dos facilitadores, os alunos gostam de criar e isso exige
pesquisa, provocando conseqüentemente a motivação nos mesmos. No entanto, a avaliação
é um aspecto pouco claro. Um dos entrevistados respondeu que se fosse para avaliar,
levaria em consideração o desempenho, a produção dos alunos, a interatividade destes
quando trabalham em dupla ou em grupo, etc.
Em uma das escolas pesquisadas, um grupo de trabalho composto de 10
alunos "feras" em informática é orientado pelo facilitador que os
prepara para que venham futuramente a atuar ajudando a formar professores da escola e a
criar atividades para serem utilizadas nas aulas. Também foi afirmado que alguns
professores que também entendem de informática, mesmo não fazendo parte do ProInfo,
costumam utilizar a sala. Outros, que não dominam o assunto, dizem que se não houver
alguém orientando, sozinhos eles não freqüentam a sala de informática. É preciso
considerar que os Parâmetros Curriculares estão prevendo as tecnologias de informação
e de comunicação no ensino fundamental e médio, conforme proposta aprovada em 1998.
Um fator é lembrado por um dos facilitadores entrevistados. Afirmou
que se os professores de informática tivessem mais tempo remunerado para atuar, a sala
estaria mais ocupada. Exemplificou dizendo que na Escola X o professor de informática tem
40 horas só para este fim, permanecendo o tempo todo no laboratório de informática para
qualquer atendimento. Acrescentamos: todos os professores da escola precisam dispor de
tempo remunerado para participar das atividades de introdução de informática na
educação. Caso contrário vamos continuar vendo o quadro relatado ou práticas
diferentes da proposta de trabalho colaborativo em projetos interdiciplinares e de
formação continuada.
Uma das escolas observadas constitui exemplo desta prática diferente.
Segundo relato do facilitador, os professores utilizam a sala de informática como
auxílio didático, para enriquecer as aulas. Este auxílio se dá no desenvolvimento de
softwares pelo facilitador de forma que atendam às especificidades e necessidades dos
professores. O uso destes recursos parte do interesse dos professores. Não existe na
escola nenhum projeto pedagógico sobre o uso das novas tecnologias. Este uso também não
vem explicitado na estrutura curricular da escola. Certamente, esta prática precisa ser
superada.
Considerações finais
Pela análise exploratória com base na observação e nos
depoímentos/entrevistas referentes a quatro escolas públicas vinculadas ao
ProInfo-NTE-MG1, de Belo Horizonte, podemos formular algumas conclusões provisórias -
hipóteses de trabalho para a continuidade da pesquisa.
A primeira conclusão provisória é de que o recurso tecnológico da
informática (sala de Informática) está sendo subutilizado no interior de cada escola
observada uma vez que a grande maioria dos professores e dos alunos não participa das
atividades. A utilização das chamadas salas de Informática do ProInfo está muito
restrita aos professores facilitadores, capacitados pelo NTE, e por alguns poucos
professores interessados, principalmente de Lingua Portuguesa, Matemática, História e
Geografia. Pode-se supor que além do desconhecimento acerca das formas de aplicação da
informática no processo de ensino-aprendizagem, para a maioria dos docentes, outro fator
que dificulta ou impede a participação é o fato de não se dispor de tempo remunerado
no regime de trabalho para se dedicar à capacitação em informática na educação e à
preparação de aulas. Acresce que, em agosto de 2000, as Centrais de Informática criadas
pelo Governo de Minas Gerais em 1997 em cerca de 200 escolas, estavam, em sua maioria, sem
utilização, como denunciava uma matéria jornalistica ( DI LORENZO, 2000, p.4 -5). Os
motivos alegados referiam-se à falta de preparação ("treinamento") dos
professores bem como o receio dos administradores quanto aos "defeitos" e à
falta de recursos para a manutenção dos equipamentos.
A introdução da informática na escola está diretamente relacionada
à formação continuada dos professores. Avaliações de algumas iniciativas de
tecnologia educacional nos Estados Unidos desenvolvidas por SHERRY et al. (1997, 2000)
fundamentam um modelo de quatro estágios distintos pelos quais passariam os professores
à medida que desenvolvem competências com a Internet e a WWW, ou seja, que adotam e
difundem a tecnologia. É descrita uma trajetória cíclica em que professores evoluem de
estágio em estágio como: I- professores como aprendizes de habilidades e conhecimentos
necessários para desempenhar tarefas instrucionais usando a tecnologia, II- professores
adeptos de tecnologias educacionais que as experimentam sozinhos ou em sala de aula e
compartilham estas experiências com os seus colegas, III-professores co-aprendizes /
co-exploradores com seus estudantes na sala de aula, focalizando o desenvolvimento de uma
clara relação entre tecnologia e curriculo, IV- professores defensores ou contrários
que já se decidiram acerca do uso de tecnologias. É, neste quarto estágio, que os
professores decidem se o uso das tecnologias para melhorar o ensino e aprendizagem está
funcionando para eles, contribuindo para sua auto-eficácia como professores, compatíveis
com sua visão pessoal de aprendizagem e se vale segundo o tempo e o espaço que eles
tiveram de usar para dominar um novo conjunto de habilidades. Os professores
"defensores" continuam a construir capacidade dentro de sua escola e entre seus
colegas, ajudando-os, oferecendo sessões de treinamento, apoiando comitês de
planejamento de uso de tecnologias, e tornam-se um novo grupo capacitadores de colegas e
agentes de mudança para eles. Se mudam de escola, continuam a trabalhar desta maneira. À
medida que o projeto expandiu, um quinto estágio precisou ser acrescentado: professor
como líder. Professores experientes expandem seus papéis para se tornarem
pesquisadores em ação, que, cuidadosamente observam sua prática, coletam dados,
compartilham melhorias na prática com seus colegas e ensinam aos novos membros.
As pesquisas relatadas por SHERRY et al. (1997, 2000) mostram que os
fatores organizacionais têm papéis chaves na introdução de informática e de outras
tecnologias nas escolas. Apoio administrativo e tempo para os professores experimentarem e
desenvolverem aulas ou unidades e itens para a avaliação influenciaram a adoção e
integração de tecnologias senda esta também associada à clara acessibilidade do
equipamento. Fatores facilitadores significantes foram os planos e o apoio tecnológicos
dentro da escola e na comunidade mais ampla. Deve haver um sistema de incentivos válidos
e visíveis e o apoio organizacional deve ser visível: recursos, estruturas, estratégias
para prover tempo suficiente para capacitação, prática e avaliação autêntica de
resultados e de desempenho de estudantes.
No Brasil, a pesquisa realizada por OLIVEIRA (1997) aponta a
descontinuidade na política de Informática na Educação, a partir dos anos 80 e as
dificuldades de utilização de computadores no processo de ensino-aprendizagem, em
escolas públicas. Tais dificuldades foram identificadas como tendo como fatores a
capacitação inadequada e insuficiente e ao caráter pouco participativo de inserção de
tecnologia nas escolas.
Tal como na pesquisa de VERMELHO & PURIFICAÇÃO (2000),
encontramos um "perfil de uso" da informática nas escolas em que as aulas são
organizadas como aulas especiais (uma vez por semana ou uma vez a cada quinze dias), com
horários específicos para cada turma/ disciplina (cujo professor se interessa...). Nosso
temor é que, em lugar de "escola com informática", com integração da
tecnologia no ensino de todos os conteúdos conforme está previsto pelo ProInfo (MEC,
SEED,1996) e pelos Parâmetros Cursiculares (MEC, 1998; CNE, 1998), tenhamos
"informática na escola" ou até mesmo "escola de informática" como
formas que envolvem diferentes concepções sobre o papel desta tecnologia na criação de
ambientes de aprendizagem. (NIQUINI, 1996)
Em nossa pesquisa, podemos constatar que, apesar da infra-estrutura em
informática na educação, a implementação do ProInfo carece de apoio organizacional
visível: estratégias para prover tempo suficiente para capacitação, prática,
preparação de atividades de ensino e de avaliação de resultados. A organização
curricular, o horário escolar e os critérios e formas de avaliação institucionalizados
dificultam a implementação da proposta do ProInfo, tendo sido pouco ou quase nada sido
feito para mudar e adaptar às novas demandas. As condições de trabalho dos professores
nas escolas, tal como apontadas pelos docentes entrevistados, não favorecem a
capacitação inicial e continuada em informática na educação nem o planejamento e o
trabalho colaborativos, sobretudo de integração curricular. Se a organização do
laboratório de informática e otrabalho de professores facilitadores capacitados pelo
ProInfo podem liberar os outros professores de certas tarefas operacionais como instalar
software , configurar equipamentos e orientar diretamente o trabalho em informática na
educação, também podem, por outro lado, desestimular o esforço que os professores
poderiam fazer para dominar a tecnologia.
Considerando os estágios identificados nos estudos realizados por
SHERRY et al. (1997, 2000), pode-se supor que o planejamento da introdução de tecnologia
nas escolas por nós observadas tende a enfatizar as estratégias que são apropriadas no
segundo estágio (professores como adeptos de tecnologias educacionais) mais do que no
primeiro (professores como aprendizes) como seria de se esperar. Contudo, observamos um
movimento para promover o estágio de professores como aprendizes contando com a
participação de alunos (co-aprendizes e defensores de tecnologia) que começam a
desenvolver "competência tecnológica".
A formação dos professores nas escolas precisa ser repensada no
sentido de se tornar realmente inicial e contínuada, como dois momentos distintos, e de
contribuir para formas mais participativas de inserção da informática e de outras
tecnologias de comunicação e de informação na escola. Para isto é preciso que os
fatores organizacionais tanto do currículo escolar quanto do trabalho docente sejam
alterados significativamente de forma a possibilitar o trabalho coletivo/colaborativo
entre professores e alunos e a integração curricular pela interdisciplinaridade. Uma
estratégia-chave é manter um foco central nas trocas (on-line ou off-line) centradas no
aprendiz e em profissionais que examinam resultados e trabalhos dos estudantes. O dar e
receber entre estudantes, professores e profissionais ajuda aos participantes
compreenderem suas próprias estratégias de pensamento e o contexto de outras. O uso de
tecnologia pode evoluir para ampliar as redes colaborativas de profissionais da
educação, possibilitando o envolvimento deles em planejamento de desenvolvimento
profissional com profissionais da tecnologia, construindo as habilidades, conhecimentos e
compreensão profunda do conteúdo e da pedagogia requeridos para ensino e aprendizagem
efetivo de estudantes e de outros educadores.
A formação do professor como leitor e construtor de saber implica
lidar com as múltiplas linguagens que se relacionam com as tecnologias de informação e
de comunicação, entre as quais, as da Internet. A articulação dos resultados de dois
processos de pesquisa que já realizamos fundamenta a idéia de letramento múltiplo ou
multi-letramentos a partir da necessidade de compreensão intertextual de como
significados mudam e se relacionam, ao longo de mídias, gêneros e quadros de referência
culturais, como analisado no uso de hipertexto/hipermídia, nos e-mails, no forum de
discussão, e como pode ocorrer em outras situações on line (ou mesmo off-line)
como pesquisar conteúdos, participar de cursos a distância, fazer parte de comunidade
virtual, elaborar e apresentar apresentações multimídia, etc.
Ler e escrever na Internet e em ambientes de comunicação via Web e/ou
apresentar conteúdos em multimídia não são processos lineares, exigem compreensão de
novas linguagens e de intertextualidades, de relações entre idéias, de conexões, de
pensamento lateral, de conhecimento relacional, de comunicação intercultural, de
participação responsável e ética no ciberespaço, além de habilidades
técnicas. É preciso uma leitura multimodal de recursos de informação. Animação,
símbolos, texto impresso, fotografias, clips de filmes ou gráficos tridimensionais ou
manipuláveis, geralmente lateralmente conectados, multi-embutidos e, além disto, ligados
com destaque (hot links) demandam habilidades específicas de leitura.
Nos ambientes telemáticos de comunicação, como correio eletrônico,
salas de bate-papo on line, listas e foruns de discussão mediados por redes de
computadores, espaços virtuais de cooperação e colaboração, parece haver o potencial
de reconfigurar as relações de discurso, centrando nas idéias e não nas pessoas, no
sentido do que M.Bakhtin denomina de "compreensão dialógica". Implicações
para o aprender e o ensinar devem levar à reconceptualização não só do letramento
tecnológico crítico como prática social mas do papel de educador/ professor em
contínua formação.
No Projeto de Pesquisa a ser desenvolvido pelo TEIA GEPE, no período
de 2001 a 2003 (apoio do CNPq), será aplicada a metodologia de pesquisa-ação para
desenvolver, implantar e avaliar um ambiente virtual de aprendizagem colaborativa, pela
integração de tecnologias computacionais em Rede de Desenvolvimento Profissional e
Atualização (@VIDA), orientada por fundamentos didáticos e metodológicos de comunidade
de prática, promovendo apropriação crítica dos espaços sociais da Internet e
aplicação em práticas on-line de formação de professores.
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Pesquisadora CNPq- Orientadora. Estudo exploratório dos programas governamentais de
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VERMELHO, S.C. ; PURIFICAÇÃO, I. Informática na Educação Básica.
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Informática na Escola, no XX Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Computação,
em Curitiba (PUC-Pr) de 17 a 21 de julho de 2000. (em CD-ROM)
Notas bibliográficas
1. Os autores são membros do Grupo de
Estudos e Pesquisas de Tecnologias Interativas de Aprendizagem (TEIA-GEPE) da Faculdade de Educação,
Campus de Belo Horizonte da UEMG, que participaram da pesquisa, realizando visitas
técnicas, observações e entrevistas. Professores: Maria Inês de Matos Coelho (Org),
Fátima Silva Risério, Maria de Freitas Chagas, Vanda Terezinha Medeiros, Dayse de
Fátima Silva, Nelson Luiz Ribeiro da Silva, Renata Nunes Vasconcelos, Santuza Abras,
Maria Imaculada Campos, Aparecida Afonso (In memorian). Bolsistas de Iniciação
Científica: Rogéria Ribeiro Verçosa, Deborah Saib da Silva, Luciana Contarini dos
Santos (Apoio do CNPq)
2. Como metodologia realizou-se a análise de documentos
oficiais que fundamentam e orientam a implantação do ProInfo bem como relatórios e
trabalhos já realizados. Por meio de entrevistas e depoimentos dos profissionais
envolvidos, esclarecemos os aspectos dessa implantação. (VERÇOSA, Rogéria Ribeiro
-BIC-CNPq; COELHO, Maria Inês de Matos Pesq.CNPq- Orientadora. Estudo exploratório
dos programas governamentais de informática na educação. Belo Horizonte: UEMG:
Faculdade de Educação, TEIA-GEPE, 2000.)
3. Prefere-se a expressão Informática na Educação
como utilizada nos Programas Governamentais e nos Congressos da Sociedade Brasileira de
Computação. Um relatório de pesquisa bibliográfica de fundamentos foi elaborado (SILVA,
Déborah Saib -BIC-CNPq; COELHO, Maria Inês de Matos Pesq.CNPq- Orientadora A
introdução das tecnologias na escola: revisão bibliográfica e rumos do projeto
Belo Horizonte: UEMG: Faculdade de Educação, TEIA-GEPE, 2000)
4. MORAES, Raquel de Almeida. A política de Informática na
Educação Brasileira: do nacionalismo ao neoliberalismo.[on line] http://vu.fe.unb.br Curso de Especialização em
Educação Continuada e a Distância . Universidade de Brasília, 1999 acessado em nov/99.
5. A maioria das escolas brasileiras não está ainda
conectada à Internet. De acordo com o último censo escolar do MEC, em 1999, apenas 7.695
escolas (3,5% do total de escolas de educação básica) possuíam acesso à rede mundial
de computadores, das quais 67,2% são particulares. Ou seja, há conexão com a Internet
para alunos de apenas 2.527 das 187.811 escolas públicas brasileiras. (BRASIL, MCT-.
Sociedade da Informação no Brasil Livro Verde. Brasília: MCT, 2000, p.50) http://www.mct.gov.br
6. Este relato refere-se à primeira visita ao Núcleo de
Tecnologia Educacional MG1(NTEMG1), situado no Centro de Recursos Humanos João Pinheiro -
Av. Amazonas, 5855, B. Gameleira - Capital, CEP. 30510000.
7. Em outubro/novembro, iniciar-se-ia a 2ª fase do projeto,
com a incorporação de mais 35% da quantidade de escolas previstas. Nesta 2ª fase,
pretendia-se incluir as escolas que possuem Centrais de Informática criadas por projeto
do Governo de MG em 1998-99.
8. Quanto aos núcleos, eram 10 até março de 1998 e os
outros 10 foram montados até agosto de 1999. Nos núcleos atuam 5 ou 6 multiplicadores.
9. O programa do governo federal para a implantação de
computadores ligados à Internet em escolas públicas deverá optar por desistir do
Windows e utilizar sistemas de software livre, como o Linux, para evitar gastos com a
compra de programas. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), órgão
responsável pela elaboração do edital, pretende baratear os custos de implantação do
programa Telecomunidade Educação, que vai permitir o acesso à rede mundial para cerca
de 13 mil escolas, segundo projeções do governo federal. ( Folha Online, em http://www.uol.com.br/folha/educacao/ult305u3255.shtml
, 07/03/2001.
10. Segundo SHERRY e WILSON (1997) um processo de
"comunicação transformadora" ocorre quando aprendizes tornam-se recursos para
os professores ao fornecerem informação recentemente descoberta ou realizarem trabalhos
que podem, no futuro, servir como exemplos.
11.Há um documento específico acerca de Tecnologias de
Informação e de Comunicação, para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental,
proposto pela Secretaria de Educação Fundamental do MEC ( 1998). Outro documento é o
Parecer n . 15/98- Diretrizes curriculares para o Ensino Médio, da Câmara de Educação
Básica do CNE de 1/06/98.
12. SHERRY, L. LAWYER-BROOK, D. BLACK, L. Evaluation of the
Boulder Valley Internet Project. A theory based approach. Journal of Interactive
Leaning Research, v 8, n 2, p 199-234, 1997.; SHERRY, L.; BILLIG, S.;TAVALIN, F ;
GIBSON,D. New Insights on technology - Adoption in schools [on line] http://www.cudenver.edu/~sherry/pubs/dialogue.htm
.( acessado em 1/04/2000.
13. COELHO,M.I.M Uma breve síntese de leituras para
reflexão sobre observações em escolas - Como professores adotam tecnologia e
telecomunicação e as usam para melhorar o ensino e a aprendizagem. BH;TEIA-GEPE,
FAE-UEMG, 2000.
14. COELHO,M.I.M. Ler e escrever na Internet e em ambientes
de comunicação mediados pela Web: mplicações para o aprender e o ensinar. Pesquisa com
Apoio CNPq BH: FAE-UEMG/TEIA-GEPE., 2000. (Comunicação apresentada na Reunião Anual da
SBPC, em Brasília, julho de 2000.)
15. COELHO, M.I.M. Programa Integrado de Pesquisa: A relação entre
compreensão e apropriação de espaços sociais da Internet e a prática em processos de
formação de professores na Universidade -Desenvolvimento de Ambiente Virtual de
Desenvolvimento Profissional e Atualização- @VIDA. BHte: FaE-UEMG, TEIA-GEPE, 2001.
Nota Informativa : Este trabalho é parte do Programa Integrado de Pesquisa
"Introdução de novas tecnologias de comunicação e informação na educação
presencial e a distância", do Grupo de Estudos e Pesquisas de Tecnologias
Interativas de Aprendizagem- TEIA-GEPE,
da FaE-UEMG, criado em 16 de março de 1998, com o apoio do CNPq, entidade do Governo
Brasileiro voltada ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Pode ser consultado o
Relatório. Contato : FaE-UEMG, Campus de BH- Rua Pernambuco, 47 Funcionários-Belo
Horizonte -MG 30 130-150. E-mail:teiagepe@uemg.br ou
mines@net.em.com.br
Fone 31-3274 41 23, Fax 31- 32744457 -E-mail: teiagepe@uemg.br


E-mail: mailto:mines@net.em.com.br

Atualização em 29 de abril de 2001exta Versão).
Publicação em versão inicial em 28 de Setembro de 1997.
Webmaster: Maria Inês de Matos
Coelho (Pesquisadora CNPq na UEMG, Professora da UFMG, Consultora.)Apoio do CNPq e da
FAPEMIG
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